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Entenda as diferenças entre infraestrutura de TI local e em nuvem

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Entenda as diferenças entre infraestrutura de TI local e em nuvem

Infraestrutura local ou infraestrutura em nuvem? Essa dúvida talvez seja a mais frequente nos últimos anos dentro da cabeça de todos gestores de TI. Ela está na sua também?

Embora seja uma escolha que ainda gere muita discussão, a cada ano uma das duas opções se torna a clara vencedora em relação a outra. Se você quer saber qual delas está dominando o mercado, é só ler este comparativo que preparamos para você!

A infraestrutura local

Vamos começar a comparar pela solução mais tradicional, que até poucos anos atrás era a única forma de oferecer conexão e ferramentas tecnológicas tanto internamente quanto para o público.

A infraestrutura local é aquela formada por softwares de gestão e comunicação, servidores, storages, bancos de dados e outros equipamentos necessários para uma operação suportada por tecnologia — todos adquiridos, implementados e mantidos dentro da empresa.

Nesse modelo, a disponibilidade e segurança do sistema são responsabilidade direta da equipe de TI. É papel do gerente formatar os recursos disponíveis às necessidades de entrega daquele negócio, seja para os funcionários que precisam dos servidores para trabalhar, seja para os clientes que utilizam essa estrutura.

Portanto, a infraestrutura local é uma forma de buscar customização e exclusividade, mas, ao mesmo tempo, é preciso muita dedicação de sua equipe para que ela não seja subutilizada ou insuficiente — um problema recorrente em muitos negócios sujeitos às oscilações do mercado.

A infraestrutura em nuvem

Já a infraestrutura na nuvem é um modelo que troca a aquisição e manutenção de hardwares e softwares necessários para a operação pela contratação de uma empresa que ofereça esses recursos remotamente. Falando de uma forma mais direta: em vez de comprar e manter seus servidores, você aluga o espaço em uma estrutura mais robusta e abrangente.

Nesse caso, o papel da TI sai da implementação e manutenção e passa para a integração entre um sistema na nuvem e os processos tecnológicos dentro do negócio. O gerente se torna mais gestor e sua equipe se preocupa mais com o uso da tecnologia em estratégia e inovação.

Além de recursos de armazenamento e computação, a cloud computing também pode oferecer soluções em software e ferramentas que complementem o sistema. Toda a parte relacionada à oferta fica por conta da provedora, junto ou não a uma parceira para o gerenciamento. Isso inclui a disponibilidade, segurança e performance.

É lógico que em uma infraestrutura na nuvem, a qualidade do seu sistema está diretamente atrelada à qualidade do fornecimento do serviço, mas a solução está se tornando o padrão tão rapidamente que os bons provedores têm amadurecido com a mesma velocidade, oferecendo confiança para encarar o mercado.

O impacto nos negócios

Agora que delimitamos melhor o que separa uma infraestrutura local da nuvem, é hora do que interessa, comparar as duas soluções e encontrar a ideal para a sua empresa. A melhor forma de fazer isso é levantando os quesitos mais importantes na gestão de TI e analisando como cada uma das opções impacta nos negócios baseado nessas características:

No planejamento da TI

Uma tendência irreversível no mundo corporativo é a transformação digital, que está tirando os profissionais de TI de um papel de apoio para o centro do planejamento estratégico de negócio. Se no seu caso a disponibilidade de recursos é fundamental para ter competitividade, a estrutura local pode ser até a resposta para um controle mais fino sobre sua entrega, mas alguns obstáculos no modelo podem fazer você ficar para trás mesmo assim.

Hoje, o planejamento da TI deve ser feito a longo prazo com um olho no curto e no médio, isso porque, além do crescimento que esperamos para os negócios, novas tecnologias que estão surgindo com frequência podem mudar completamente o cenário de um ano para o outro, exigindo do gestor tecnológico flexibilidade e rapidez nas tomadas de decisão.

A nuvem é capaz de lhe dar essa vantagem nas duas pontas. A curto prazo, ela permite a elasticidade da estrutura para que se encaixe perfeitamente em sua necessidade atual. A longo, lhe dá escalabilidade sem necessidade de novos grandes investimentos, para atender a um crescimento exponencial com a mesma lógica de processos que a empresa tem hoje.

No cálculo do ROI

Outra parte importante do planejamento da TI é a previsão de retorno para o investimento sendo feito em tecnologia. Quando adquirimos todos os equipamentos para montar uma infraestrutura local, temos de contar com um cálculo confiável para garantir que o retorno em produtividade e desempenho será o melhor possível.

Um bom gestor pode conseguir um ROI interessante, mas dificilmente vai superar o modelo de assinaturas da cloud computing. Isso acontece porque, nesse caso, você troca um grande aporte por um custo mensal. É possível também saber com antecedência quanto será preciso gastar a mais em meses de muita demanda e quanto economizar em um mercado pouco aquecido.

Nos custos com TI

As assinaturas podem parecer mais caras a princípio, mas pense no quanto custa manter uma estrutura local e todos os seus custos: energia, manutenção, ar-condicionado, depreciação etc. A vantagem de ter seu sistema implementado internamente é não precisar depender de provedores, mas isso também significa mais tempo gasto com tarefas rotineiras que não trazem benefícios para o negócio e nem visibilidade para a TI.

Para empresas cuja atividade central não é TI, por exemplo, faz pouco ou nenhum sentido que suas equipes se dediquem a tarefas cotidianas de infraestrutura. Mesmo que seja o caso, a eliminação de preocupações do tipo dá mais espaço para que o gerente de tecnologia busque otimização de processos e inovação a nível estratégico.

É sempre bom lembrar de que economia em uma empresa nem sempre significa gastar menos, mas conseguir a maior produtividade possível com o investimento feito.

Na segurança

Já houve um tempo em que qualquer conversa sobre esse quesito terminaria em uma vitória fácil para a infraestrutura local, não necessariamente por sua segurança, mas pela falsa percepção de controle que ela gera. Afinal, ela está bem ali na sala ao lado, trancada, e só o gerente de TI e os diretores têm a chave.

Mas essas “salas ao lado” jamais terão as mesmas condições e requisitos de um data center profissional, com certificações internacionais de segurança e redundância. Essas estruturas contam com conjuntos geradores, brigadas e sistemas anti incêndio, acessos restritos a ambientes por meio de biometria e uma série de outros requisitos que são encontrados, quase exclusivamente, somente em data centers profissionais, instalações que nasceram para essa finalidade.

Na parte da segurança lógica (ou virtual), além das equipes de segurança dos provedores, existem processos, políticas e mecanismos de defesa altamente eficientes, que são bastante onerosos e complexos para uma só empresa contratar, manter e gerenciar com eficiência.

A sofisticação das ameaças de criminosos virtuais exige uma atenção especial para esse risco e ter uma equipe especializada em segurança é essencial para garantir a proteção de seus dados.

Se sua empresa tem a capacidade de manter uma equipe exclusiva, políticas, processos e diversos mecanismos para a segurança da informação, esse pode não ser tanto um problema. Os provedores mais confiáveis possuem esse tipo de estrutura e equipes especializadas para operá-la, e o melhor, rateiam esses custos entre seus clientes, possibilitando o acesso deles a uma infraestrutura com altos níveis de segurança com preços atrativos.

Nas empresas contratantes, esse dinheiro pode ser realocado em projetos de inovação ou outros diretamente relacionados a receita. A nuvem hoje ganha essa disputa porque oferece segurança superior a infraestrutura local sem precisar sobrecarregar sua equipe de TI com atividades de apoio.

Afinal, qual é melhor?

Depois de todos esses quesitos analisados, fica difícil não dar a vitória à nuvem sobre a infraestrutura local. Agora que você tem mais argumentos, é hora de acabar com sua resistência quanto à infraestrutura em nuvem, levar seu planejamento até o resto da diretoria e ser o indutor de inovação que a empresa precisa para se consolidar no mercado!

O comparativo foi útil para você? Então, que tal ficar por dentro de muitas outras novidades do mundo da TI? É só nos seguir agora no Facebook!

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