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7 dicas para melhorar a gestão do banco de dados da sua empresa

Gestão de TI

7 dicas para melhorar a gestão do banco de dados da sua empresa

A transformação digital mudou as empresas de todos os setores nos últimos anos e a eficiência com que o gerente de TI lida com informações passou de uma vantagem competitiva para uma questão de sobrevivência.

Como você diria que está a gestão de banco de dados na sua empresa? Melhorar a otimização e a performance do sistema é uma necessidade, por isso nós preparamos este artigo com sete dicas para que você extraia o melhor da sua estrutura tecnológica. Vamos começar?

1. Entenda a importância do banco de dados para o negócio

Antes de tudo, a primeira dica para um gerente de TI que busca melhores resultados para a sua empresa é entender o seu papel estratégico para a gestão e o crescimento do negócio.

O banco de dados hoje é uma peça-chave tanto na operação quanto na avaliação de riscos e oportunidades no mercado. Pense em um carro rodando com um combustível de baixa qualidade. Por mais potente que seja o motor, a performance ficará comprometida e a vida útil de todas as peças será diminuída com o tempo.

Um banco de dados é pura informação, e a qualidade do gerenciamento tem o mesmo efeito sobre uma empresa. Nele, está o valor do seu negócio e todo o material que você precisa para tomar decisões estratégicas e identificar novas formas de otimizar processos.

2. Dê atenção especial à estruturação

Por isso, a estrutura do seu banco de dados é o primeiro aspecto com que um gerente de TI deve se preocupar para gerir melhor essas informações.

Comece por um planejamento completo de implementação, que defina ações de organização, segurança e performance. Defina a sua necessidade baseada no tipo de informação com que a empresa trabalha (se ela pedirá um banco relacional ou não relacional) e escolha as ferramentas mais adequadas para lidar com o que você precisa.

A otimização de processos é muito mais fácil quando pensada desde o início. Mas, se o seu banco de dados já está implementado e não há como fazer grandes reformulações, mesmo assim é possível criar um plano de melhorias que ataque os maiores gargalos em partes, sem atrapalhar a operação.

3. Utilize o Princípio de Pareto para a otimização

Uma forma eficiente de melhorar a performance do banco de dados sem aumentar muito o trabalho é levar em conta o Princípio de Pareto, muito utilizado na gestão de TI.

Esse conceito, criado por um economista, diz que 80% das consequências vêm de 20% das causas. No caso da gestão de um banco, 80% dos acessos é feito a apenas 20% das informações.

Claro que esses números não são precisos e definitivos, mas é fato que a maioria da movimentação dentro de um banco é feita em uma minoria de dados mais valiosos ou relevantes. Cabe ao gerente de TI identificar esses elementos e focar neles seus esforços de otimização.

4. Tenha metodologia na hora de criar índices

A estruturação dos índices também é uma parte importante da otimização e o ganho em performance que todo profissional de TI procura para seu banco de dados.

Um erro comum aqui é pensar que quanto mais índices, mais rápida será a busca por uma informação específica. A quantidade, nesse caso, nunca pode ficar à frente da qualidade. Crie uma metodologia inteligível para a consulta e reduza ao mínimo de índices possível.

Se quiser ainda mais otimização e velocidade nas buscas, estude também de que forma você pode melhorar a performance dos campos alfanuméricos, diminuindo o tamanho das colunas até a quantidade realmente necessária de caracteres.

5. Facilite o acesso sem perder a segurança

Uma boa gestão de banco de dados depende do equilíbrio entre facilidade de acesso e segurança. Onde você traça essa linha depende do seu planejamento de implementação e uso, os pré-requisitos para o negócio, quantas pessoas serão credenciadas e o quanto de performance você precisa ganhar.

Para definir todos esses aspectos, priorize a segurança. Se a criptografia é necessária, por exemplo, crie essa etapa a mais de verificação. Se apenas outros gerentes e diretores próximos têm acesso limitado ao banco, essa camada pode ser mais relaxada para priorizar a agilidade.

Mas, no fim das contas, nunca passe a qualquer usuário uma permissão total de controle sobre o seu banco. Uma boa gestão também significa ter informações sobre acesso, coleta de dados de uso e auditorias constantes para identificar qualquer ameaça à empresa.

6. Preocupe-se com o suporte da desenvolvedora

Por mais controle que você tenha sobre o seu banco de dados, todo o gerenciamento e gestão das informações contidas nele dependem de um software mediador, como a Oracle e o SQL Server.

Manter um contrato de suporte ativo com a desenvolvedora da ferramenta que você utiliza é uma forma de garantir o pleno funcionamento e a disponibilidade do banco em qualquer situação. É contar com um apoio extra para resolver problemas e otimizar o acesso aos dados.

7. Busque ajuda terceirizada

Falando em apoio, a parceria com empresas especializadas em implementação e gestão de banco de dados pode ser a melhor saída para se certificar de que seu negócio terá a melhor estrutura possível de TI.

A grande vantagem dessa solução é tirar dos seus ombros o peso operacional e liberar o gerente para assumir de forma plena seu papel estratégico dentro da empresa. Contratos com bons provedores de tecnologia garantem o suporte, coleta de dados e monitoramento para que o seu planejamento de futuro não seja comprometido por tarefas rotineiras do presente.

Afinal, a gestão de banco de dados é mais um processo que coloca o gerente de TI à frente da administração de um negócio que pretende crescer baseado em soluções tecnológicas.

Faça agora uma avaliação da sua estrutura e, com todas essas dicas em mente, comece seu planejamento para otimizar e melhorar a gestão do seu sistema. Como todo profissional da área, você com certeza sabe que sempre há o que melhorar na performance técnica da sua empresa.

E se você achou o artigo útil, quem sabe ele também não pode ajudar seus colegas de profissão? Compartilhe essas dicas nas suas redes sociais e ajude todos eles a tornarem seus bancos de dados mais seguros, ágeis e confiáveis!

Entrevistados para esta matéria: André Spadini e Kleiton Loureiro

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